AS CONFISSÕES D'OL I M PO DES C O M PA S S A D O

Por Hades ou Zeus, eu peço perdão
Talvez por ter sido tolo até então.
Querendo a minha prosa o Luar ou não,
Seja bem-vindo, caro mortal, à este limbo de podridão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Rimas infantis (brincando com o óbvio)

Faça o sândalo escorrer
Por entre o desejo reprimido
De um mortal que tenta ser
Esquecido pelo amargo atrevido.

Veja a mirra queimar em brasa
As forjas deste amor que não tem começo nem fim.
Sinta a viscosa paixão banhada em prata rasa
Que encandesce, escurece, apodrece dentro de mim.

Dançe por entre as estrofes clichês
Desta poesia previsível como a doce aurora.
A próxima rima vem de vocês,
Amargas adríades que entornam meu âmago que chora.

Divirta-se com meu amadorismo,
Satirize o que eu chamo de poesia.
Digo-lhe que entorno sinestesia em ápice de heroísmo,
Portanto, cuidado! Para ter teu corpo tudo eu faria.

Por muitas linhas ainda posso descrever
Os aromas e as angústias que em mentira se fazem verdadeiras.
Porém, se esgota a vontade de permanecer,
De insistir em amar esta podre alma sem eira nem beira.

Alma cigana, inspira meu sangue pelas veias a correr!
Queiram os deuses que um dia há de me acolher
Esta amarga seda de incerto cerne a se deter
Em uma prisão de sina certeira, estimada em se conter!



~jft
heterônimo Narciso

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