Já devo dizer de antemão que muitas outras Medusas já passaram pela Grécia. Devo lhe dizer também, estimado leitor, que muitos darão interpretações e conotações errôneas para estas palavras que aqui se seguem. Não pretendo, de começo, falar sobre meus anseios ou sobre os meus sentimentos - se é que tenho algum -. À pedido de minha irmã Atenas, que jaz em confusão e discórdia (frutos de um amor sincero e desrespeitado por górgonas e titãs), venho aqui depositar a minha sintaxe ao descrever a história de Medusa.
Pois bem, comecemos.
Em toda a Ática não havia moça mais bela e entornada por poética distinção do que a jovem devota de Atenas, que depois se tornará uma górgona de Hades. Nem mesmo no Peloponeso ou em todas as encostas do Egeu e do Adriático se encontraria alguma moça mais bela que aquela agridoce jovem, devota de minha irmã de arco e flecha. A tão estimada jovem era tão bela que lhe foi impedida de ser realizada a vontade de se tornar sacerdotiza! Tens esboço de tal beleza? Diria até que nem Afrodite é tão bela quanto a moça grega da qual tanto falo.
Bela de carcaça, podre de cerne. A moça podia ser bonita, resplandecer e erradiar perfeição, mas tinha gosto por fazer o bixo-homem sofrer. Orava à Atenas pedindo ajuda e, desgraçada como todo humano supérfulo engendrado por Zeus, acreditava que poderia ser salva por algum filho do Olimpo. Passou por desgraças na família, por desafios de alma, e sempre orando à Atenas, clamando pela atenção da amarga deusa.
Atenas, enfurecida com a persistência da jovem em chamar atenção, passou a sentir o mais puro e divino nojo pela mesma. A maior devota viva de Atenas passara a ser odiada e motivo de embrumo estomacal para a deusa.
O ódio e o nojo fizeram o coração de Atenas transbordar em revolta contra a mais que bela mortal que a amava. E, por puro desgosto, amaldiçoou a bela jovem.
A doce porcelana grega que amava Atenas e o Olimpo, bela como cítara de platina e entornada por beleza e pudor, se convertera em górgona. Por desgosto de Atenas, a doce jovem se transformara em uma podre figura de silhueta tortuosa, repleta de escamas e viscoso olhar. A pele macia e sedosa da menina ateniense se tornara couro de serpente, mais grosseiro e laminado que lixa de espartano.
Como vontade final da deusa que condenara desgraça à vida da jovem, a bela moça agora tornada górgona também teria a exímia, invejada e talvez almejada característica de petrificar qualquer silhueta masculina apenas com o olhar. Dessa forma, não traria sofrimento nem desgosto para homem algum na face de Pangéia.
Se essa história vos remete à alguma trama real, caro leitor, culpa minha não é. Apenas faço sugestões por aqui.
Pois bem, comecemos.
Em toda a Ática não havia moça mais bela e entornada por poética distinção do que a jovem devota de Atenas, que depois se tornará uma górgona de Hades. Nem mesmo no Peloponeso ou em todas as encostas do Egeu e do Adriático se encontraria alguma moça mais bela que aquela agridoce jovem, devota de minha irmã de arco e flecha. A tão estimada jovem era tão bela que lhe foi impedida de ser realizada a vontade de se tornar sacerdotiza! Tens esboço de tal beleza? Diria até que nem Afrodite é tão bela quanto a moça grega da qual tanto falo.
Bela de carcaça, podre de cerne. A moça podia ser bonita, resplandecer e erradiar perfeição, mas tinha gosto por fazer o bixo-homem sofrer. Orava à Atenas pedindo ajuda e, desgraçada como todo humano supérfulo engendrado por Zeus, acreditava que poderia ser salva por algum filho do Olimpo. Passou por desgraças na família, por desafios de alma, e sempre orando à Atenas, clamando pela atenção da amarga deusa.
Atenas, enfurecida com a persistência da jovem em chamar atenção, passou a sentir o mais puro e divino nojo pela mesma. A maior devota viva de Atenas passara a ser odiada e motivo de embrumo estomacal para a deusa.
O ódio e o nojo fizeram o coração de Atenas transbordar em revolta contra a mais que bela mortal que a amava. E, por puro desgosto, amaldiçoou a bela jovem.
A doce porcelana grega que amava Atenas e o Olimpo, bela como cítara de platina e entornada por beleza e pudor, se convertera em górgona. Por desgosto de Atenas, a doce jovem se transformara em uma podre figura de silhueta tortuosa, repleta de escamas e viscoso olhar. A pele macia e sedosa da menina ateniense se tornara couro de serpente, mais grosseiro e laminado que lixa de espartano.
Como vontade final da deusa que condenara desgraça à vida da jovem, a bela moça agora tornada górgona também teria a exímia, invejada e talvez almejada característica de petrificar qualquer silhueta masculina apenas com o olhar. Dessa forma, não traria sofrimento nem desgosto para homem algum na face de Pangéia.
Se essa história vos remete à alguma trama real, caro leitor, culpa minha não é. Apenas faço sugestões por aqui.
~jft
heterônimo Apolo
heterônimo Apolo
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