Antes me chamavam de Narciso, mero mortal dotado de artística beleza sustentada por máscara de porcelana límpida e dionisíaca. Era visto pelo Olimpo apenas como um fiel escudeiro em luta pelo amor de Ártemis e Atena, minhas amadas irmãs. Passava as manhãs, tardes e noites apenas apreciando o reflexo da Lua no lago que marjeava minha própria essência... Nada além disso sabia eu fazer.
Pois bem, a correnteza mudou.
O baque reacionário do Luar ao recusar uma obra minha a ser entregue por Atena em mãos à ele me fez refletir acerca de meu cerne, que há muito tempo havia perdido. Cheguei a uma conclusão infantil e óbvia: a de que meros mortais jamais conseguirão alcançar a Lua ou o prazer olímpico, que jaz em Selene, no meu caso. Me dei conta de que, me aceitando como mero mortal, jamais poderia dar passos além dos que deram Héracles, Aquiles ou Perseu. E então, fiz de meu sangue finito que corria apressado por entre as minha entranhas de mortal a mais pura platina olímpica. Passei de Narciso para Apolo, Senhor da luz, da arte e, quiçá, da métrica.
Talvez como Apolo eu possa estar mais perto da Lua, ou da clareza.
Queiram os deuses que sim!
Pois bem, a correnteza mudou.
O baque reacionário do Luar ao recusar uma obra minha a ser entregue por Atena em mãos à ele me fez refletir acerca de meu cerne, que há muito tempo havia perdido. Cheguei a uma conclusão infantil e óbvia: a de que meros mortais jamais conseguirão alcançar a Lua ou o prazer olímpico, que jaz em Selene, no meu caso. Me dei conta de que, me aceitando como mero mortal, jamais poderia dar passos além dos que deram Héracles, Aquiles ou Perseu. E então, fiz de meu sangue finito que corria apressado por entre as minha entranhas de mortal a mais pura platina olímpica. Passei de Narciso para Apolo, Senhor da luz, da arte e, quiçá, da métrica.
Talvez como Apolo eu possa estar mais perto da Lua, ou da clareza.
Queiram os deuses que sim!
~jft
heterônimo Apolo
heterônimo Apolo
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