Pois bem, exímios mortais, é o que sinto no momento. Se sou visto por vocês como o Senhor da razão e da certeza, devo lhes dizer que, feliz ou infelizmente, toda a minha certeza reside na mais pura, nua e crua incerteza.
Quando troco olhares com o Luar pelas auroras ou tardes da vida, não sei se os minutos passam regados por desgosto ou curiosidade. Hoje mesmo, acabei de trocar olhares com minha Lua. Como dizem alguns de meus oráculos, meu amargo amor sente a estocada da curiosidade, mas, confuso como é e deve ser, apenas releva este mar de dizeres que esbanjo em métrica e sintaxe.
Pois bem, já passei a mensagem que deveria passar nesta tarde de céu azulado como olhar de criança e de sol escaldante como desejo de adolescente.
O mundo deve mesmo estar de pernas para o ar... Se Apolo, deus da certeza, reconhece ter sua razão baseada em uma pragmática indecisão, as coisas realmente devem andar
d es c o mpa s s ad as...
~jft
heterônimo Apolo
heterônimo Apolo
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