O que tilintava na mente de Zeus
quando ousou engendrar o doce e amargo Amor?
De certo jazia no ócio e sentia ódio por seus
filhos de carne mortal, que hão de morrer por essa dor.
Não digo que o Amor é um contentamento,
muito menos ousaria dizer que é descontente.
Não digo também que não passa de um clichê apodrecimento,
mas sei que é um fluído ralo e incandescente.
Talvez divertimento ou mera distração,
reflexo da falta convertida em mais falta.
Não se sabe se é propriedade do cérebro ou do coração,
esse latifúndio cercado por arame e agridoce trauma.
Tenhas cuidado com o Amor, tolo mortal,
pois a paixão não teme a lâmina usar.
Estoca no âmago de quem a cria o mais farpado sisal
que, aos poucos e conscientemente, dilui os motivos do respirar.
Saibas que o Amor é forte, tolo mortal! É breve e certeiro.
Tão certeiro que já fez de vítimas olímpicos e titãs,
sem piedade de desfigurar o olhar de Apolo, deus arqueiro,
cegou com raiva e nojo sua amada Dafne com flechas e rimas vãs.
Portanto, não brinques com o Amar.
Não faças da beleza do Amor a lâmina da tua sanidade,
não permitas que ele se apresente com brevidade,
não deixes jamais que alguém brinque com o cerne do Amar.
Não te enganes, crendo que efêmero é o Amor,
não insultes o fluxo de vida e morte que sustenta deuses e mortais.
Muito menos dê ouvidos ao Amor que nasce do favor,
pois este, meu leitor, é traiçoeiro... Derrete em brasa as veias morais.
Devo lhe dizer que muitos tipos de amor por aí estão a vagar,
e que vários deles não passam do seco e nu Amar.
Mas não penses que estes são todos os amores da vida,
pois se pensares isso, verá no coração a mais negra e ardente ferida.
Não subestimes a força desse espectro atemporal que nos acopanha,
respeites a sabedoria do fruto adocicado do prazer.
Repito: jamais faça da carência a tua campanha,
se apenas corpo e carne tu quiseres ter.
Mas, basta de comparação,
já chega de analogias.
Afinal, o Amor, como bem disse eu em pura razão,
é feito apenas de sensação e especiarias.
quando ousou engendrar o doce e amargo Amor?
De certo jazia no ócio e sentia ódio por seus
filhos de carne mortal, que hão de morrer por essa dor.
Não digo que o Amor é um contentamento,
muito menos ousaria dizer que é descontente.
Não digo também que não passa de um clichê apodrecimento,
mas sei que é um fluído ralo e incandescente.
Talvez divertimento ou mera distração,
reflexo da falta convertida em mais falta.
Não se sabe se é propriedade do cérebro ou do coração,
esse latifúndio cercado por arame e agridoce trauma.
Tenhas cuidado com o Amor, tolo mortal,
pois a paixão não teme a lâmina usar.
Estoca no âmago de quem a cria o mais farpado sisal
que, aos poucos e conscientemente, dilui os motivos do respirar.
Saibas que o Amor é forte, tolo mortal! É breve e certeiro.
Tão certeiro que já fez de vítimas olímpicos e titãs,
sem piedade de desfigurar o olhar de Apolo, deus arqueiro,
cegou com raiva e nojo sua amada Dafne com flechas e rimas vãs.
Portanto, não brinques com o Amar.
Não faças da beleza do Amor a lâmina da tua sanidade,
não permitas que ele se apresente com brevidade,
não deixes jamais que alguém brinque com o cerne do Amar.
Não te enganes, crendo que efêmero é o Amor,
não insultes o fluxo de vida e morte que sustenta deuses e mortais.
Muito menos dê ouvidos ao Amor que nasce do favor,
pois este, meu leitor, é traiçoeiro... Derrete em brasa as veias morais.
Devo lhe dizer que muitos tipos de amor por aí estão a vagar,
e que vários deles não passam do seco e nu Amar.
Mas não penses que estes são todos os amores da vida,
pois se pensares isso, verá no coração a mais negra e ardente ferida.
Não subestimes a força desse espectro atemporal que nos acopanha,
respeites a sabedoria do fruto adocicado do prazer.
Repito: jamais faça da carência a tua campanha,
se apenas corpo e carne tu quiseres ter.
Mas, basta de comparação,
já chega de analogias.
Afinal, o Amor, como bem disse eu em pura razão,
é feito apenas de sensação e especiarias.
~jft
heterônimo Narciso
heterônimo Narciso
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