AS CONFISSÕES D'OL I M PO DES C O M PA S S A D O

Por Hades ou Zeus, eu peço perdão
Talvez por ter sido tolo até então.
Querendo a minha prosa o Luar ou não,
Seja bem-vindo, caro mortal, à este limbo de podridão.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Versos ligeiros

Vejo minha companheira quando te admiro
e então, continuarei a te admirar.
Mas não te enganes, pois essa companheira é a ausência, irmã do frio
que faz por você me faltar.

Não quero o teu engano, certeiro,
que insiste em me intimidar.
Quero então o meu doce loureiro,
que em ramos e prazeres a Lua pode bordar.

Passa longe a certeza de ter-te por completo,
vôa como andorinha a vontade de parar
com essa paixão que de idiotices me faz repleto,
e que jaz nutrindo de utopia meu tolo olhar.

Mas então, o que me resta a fazer?
Se nem meus olhos posso conter,
se nem mesmo meus verbos posso deter,
apenas na rima devo depositar
as sílabas cansadas a derreter?
Pois bem, farei-as rimar,
farei a vontade vencer.


~jft
heterônimo Narciso

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