AS CONFISSÕES D'OL I M PO DES C O M PA S S A D O

Por Hades ou Zeus, eu peço perdão
Talvez por ter sido tolo até então.
Querendo a minha prosa o Luar ou não,
Seja bem-vindo, caro mortal, à este limbo de podridão.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Bilateralismo sacal

Chega de abstinências. Meu fígado grita por palavras de sinceridade e cá estou, de volta.
- esse é o momento em que os duendes escondidos e travestidos com roupas natalinas comemoram a minha volta. -

Pois bem, voltemos aos supostos pressupostos filosóficos, suponho eu. O real problema da situação é que existem dois tipos de pessoas vagando pelas encostas desse mundo: o segmento de mortais que converte a carência em mais carência e os que convertem a carência em repulsão pela carência. O primeiro tipo de pessoas inferniza a vida do segundo que, por sua vez, inferniza a vida do primeiro. E assim roda a roda da vida, oe oe, haha.
Rir da situação, é o remédio. Ou vai dizer que sofrer mais e mais e ficar filosofando é a saída? Pode até ser, mas não para seres ociosos e preguiçosos como nosotros.
A questão é que os carentes escolhem a dedo as vítimas a serem alvo de todas as suas mágoas convertidas em ações sem sentido e palavras mal planejadas, e as vítimas escolhidas realmente não têm a obrigação de aturar o mal alheio. Cada um tem sua vida, cada um cuida da sua. Não é? Pois bem. O problema gerado por isso é que a carência dos platônicos, convertida em superestima dos azarados amados, evolui mais e mais com o tempo. E o pior: os desejados realmente acham que negligenciando a situação toda vão conseguir algo. Sinto-lhe dizer, caro leitor, que, caso sejas uma vítima do platonismo, de nada vai adiantar esquecer e deixar de lado. Se uma paixão tão forte nasce do NADA, por NADA e para NADA, não é no NADA que ela vai deixar de existir.


~jft
heterônimo Tavares

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