Há quem diga que os grandes males do século vêm da política, ou das relações interambientais. Não ouso dizer que qualquer um dos pecados capitais possa ser um mal do século, pois seria egoísmo do século XXI. Portanto, devo lhe dizer, estimado leitor, que os três males do século se identificam no ócio, no capitalismo e no platonismo.
Pode aparentar uma relação infantil, ociosa e, então, irônica. Pois bem, que seja! Que atire a primeira pedra o mortal que não for infantil, ocioso ou irônico. E então, voltemos ao assunto de hoje. Falemos primeiramente do ócio, espectro atemporal, praga natural, fúria transcedental.
O que seria dos interesses mais vis do homem se não houvesse o ócio para criá-los? Pois então me diga, como a história bordou as colchas de retalhos humanos tingida por interesses ironicamente desumanos? O que seria desse maldito pseudo-marxismo que mancha o mundo pós-moderno se não existisse o ócio burguês? O que seria das teorias filosóficas mais fúteis e efêmeras se o ócio não existisse? Meu caro leitor, o que seria do MUNDO se o ócio não existisse? Ou acha mesmo que Deus, Alá, Caos ou seja lá quem estava ocupado quando resolveu, por uma trama do acaso, criar essa vida? E, dizendo que o ócio é algo horrível e que criou a vida, digo, por consequência, que o viver é também horrível.
Que seja. As verdades seriam muito mais simples se simplesmente, no sentido mais simples da simplicidade, não existissem.
O ócio gera a improdutividade, o descaso, a inveja, a trama.
Nesse ponto do monólogo escrito chego ao segundo mal do século que, infelizmente, me leva à uma inevitável passagem por um outro mal do século, talvez o quarto ou o quinto: o estudo das ciências sociais. Falemos do capitalismo, então!
Não me arriscarei a dissertar sobre nosso Grande Pai, o Capitalismo. Terra de ninguém, onde se ficar o bicho pega e, se correr, o bicho come. Manto de verdades e fatos que encobre nossa terrena vida de fúteis prazeres materiais e tesões palpáveis. Falso dicionário de verbetes sociais, que traz o nirvana à estância do níquel. Não falarei de Marx, de O. Wilde, da minha mãe ou da sua. Tratarei de explanar breves palavras ofegantes, que expirem o cansaço natural desse segundo mal do século. Pois bem, tratemos do assunto de forma rudimentar e totalmente primitiva. Vejo o capitalismo como somente um vulto ultrassocial que, por alguma razão natural que nem Marx, Wilde, minha mãe ou a sua poderiam explicar. Se infiltra em nossas veias como nitrogênio vital e força relações humanas totalmente verticais e, novamente, ironicamente desumanas. Força a retina humana a enxergar gigantes e fracos entre irmãos de pele, carne, osso e dólar. Força até o último tecido nervoso de nossa máquina apelidada de organismo a enxergar fraqueza naquele que não tem. Inspira uma boa parte dos pecados capitais, é capaz de apadrinhar sentimentos e, ainda por cima, manda em Deus, se esse existir. Afinal, Deus está a venda.
Tratemos do terceiro mal do século, do qual sofro atualmente. Falemos do platonismo, maldito nome dado à vontade de converter a falta em mais falta. Folha de papel branca e branda, breve e plana, pronta para ser tingida de carência e vontade. Pedestal de falsas sensações e falsas vozes que ecoam da alma para a alma. Vontade louca e imensurável de tato, olfato, sangue, prazer, cinética, sem vontade alguma. Isso, perfeito! Vontade sem vontade.
Não por acaso, temos o platonismo como filho do ócio, bem como o capitalismo. Acentuamos o platonismo pela liberdade de expressão que nos é dada naturalmente no capitalismo e, por incrível que pareça, dissertamos acerca do capitalismo por ócio.
Pode aparentar uma relação infantil, ociosa e, então, irônica. Pois bem, que seja! Que atire a primeira pedra o mortal que não for infantil, ocioso ou irônico. E então, voltemos ao assunto de hoje. Falemos primeiramente do ócio, espectro atemporal, praga natural, fúria transcedental.
O que seria dos interesses mais vis do homem se não houvesse o ócio para criá-los? Pois então me diga, como a história bordou as colchas de retalhos humanos tingida por interesses ironicamente desumanos? O que seria desse maldito pseudo-marxismo que mancha o mundo pós-moderno se não existisse o ócio burguês? O que seria das teorias filosóficas mais fúteis e efêmeras se o ócio não existisse? Meu caro leitor, o que seria do MUNDO se o ócio não existisse? Ou acha mesmo que Deus, Alá, Caos ou seja lá quem estava ocupado quando resolveu, por uma trama do acaso, criar essa vida? E, dizendo que o ócio é algo horrível e que criou a vida, digo, por consequência, que o viver é também horrível.
Que seja. As verdades seriam muito mais simples se simplesmente, no sentido mais simples da simplicidade, não existissem.
O ócio gera a improdutividade, o descaso, a inveja, a trama.
Nesse ponto do monólogo escrito chego ao segundo mal do século que, infelizmente, me leva à uma inevitável passagem por um outro mal do século, talvez o quarto ou o quinto: o estudo das ciências sociais. Falemos do capitalismo, então!
Não me arriscarei a dissertar sobre nosso Grande Pai, o Capitalismo. Terra de ninguém, onde se ficar o bicho pega e, se correr, o bicho come. Manto de verdades e fatos que encobre nossa terrena vida de fúteis prazeres materiais e tesões palpáveis. Falso dicionário de verbetes sociais, que traz o nirvana à estância do níquel. Não falarei de Marx, de O. Wilde, da minha mãe ou da sua. Tratarei de explanar breves palavras ofegantes, que expirem o cansaço natural desse segundo mal do século. Pois bem, tratemos do assunto de forma rudimentar e totalmente primitiva. Vejo o capitalismo como somente um vulto ultrassocial que, por alguma razão natural que nem Marx, Wilde, minha mãe ou a sua poderiam explicar. Se infiltra em nossas veias como nitrogênio vital e força relações humanas totalmente verticais e, novamente, ironicamente desumanas. Força a retina humana a enxergar gigantes e fracos entre irmãos de pele, carne, osso e dólar. Força até o último tecido nervoso de nossa máquina apelidada de organismo a enxergar fraqueza naquele que não tem. Inspira uma boa parte dos pecados capitais, é capaz de apadrinhar sentimentos e, ainda por cima, manda em Deus, se esse existir. Afinal, Deus está a venda.
Tratemos do terceiro mal do século, do qual sofro atualmente. Falemos do platonismo, maldito nome dado à vontade de converter a falta em mais falta. Folha de papel branca e branda, breve e plana, pronta para ser tingida de carência e vontade. Pedestal de falsas sensações e falsas vozes que ecoam da alma para a alma. Vontade louca e imensurável de tato, olfato, sangue, prazer, cinética, sem vontade alguma. Isso, perfeito! Vontade sem vontade.
Não por acaso, temos o platonismo como filho do ócio, bem como o capitalismo. Acentuamos o platonismo pela liberdade de expressão que nos é dada naturalmente no capitalismo e, por incrível que pareça, dissertamos acerca do capitalismo por ócio.
~jft
heterônimo Tavares
heterônimo Tavares